tema: Vestibulares e exames de admissão: qual prova, quem organiza, e o que mais conta
China: como se faz?
Tema do dia a dia
O ingresso universitário na China gira em torno do Exame Nacional Unificado de Admissão ao Ensino Superior (普通高等学校招生全国统一考试, gaokao), coordenado nacionalmente pelo Ministério da Educação e executado por cada órgão provincial de exames, aplicado todos os anos em 7 e 8 de junho (províncias que usam o modelo "3+1+2" acrescentam um terceiro dia para as disciplinas eletivas). "3+1+2" significa que língua, matemática e língua estrangeira são testadas em todo o país, mais uma eletiva entre física/história e duas entre política, geografia, química e biologia, com nota máxima de 750 pontos; algumas províncias ainda usam o modelo antigo "3+3". A nota não é o único critério: uma "avaliação de qualidade abrangente" (综合素质评价), que cobre caráter moral, histórico acadêmico, saúde, formação artística e trabalho/prática social, entra na decisão de admissão. Para talentos em ciências básicas, o Ministério mantém o programa separado 强基计划 (Plano de Fortalecimento das Disciplinas Básicas), no qual a admissão soma prova escrita e entrevista próprias de cada universidade à nota do gaokao. As escolas vocacionais seguem uma via paralela, o 职教高考, avaliado por "cultura geral mais habilidade vocacional", em vez do gaokao comum.
O que é este tema?
Taiwan tem o 學測 e o 分科測驗 (ambos aplicados pelo CEEC) distribuídos em três vias com regras próprias: a Admissão por Candidatura limita a prova a no máximo metade da nota final, com o restante vindo de portfólio e entrevista; a Admissão por Alocação classifica só pela nota da prova; e a Recomendação Estelar se baseia apenas na posição escolar, sem alocação por nota de prova.
A China aplica o gaokao (coordenado nacionalmente pelo Ministério da Educação, todo dia 7 e 8 de junho) numa estrutura "3+1+2" de 750 pontos, além de um programa separado, o 强基计划, que soma prova própria da universidade para talentos em ciências básicas.
O Japão aplica um único Teste Comum nacional em janeiro, pelo DNC, mas as universidades nacionais e públicas somam a isso uma segunda prova própria de cada instituição.
Os Estados Unidos não têm prova nacional alguma — o Departamento de Educação federal não tem autoridade sobre admissões — e o conhecido SAT/ACT são provas de entidades privadas (College Board, ACT Inc.) que a maioria das faculdades seletivas pondera junto com o histórico escolar e redações; cerca de 25% das faculdades de quatro anos tinham admissão aberta no outono de 2021.
A National Testing Agency da Índia aplica três provas separadas por área — JEE Main (engenharia, duas vezes por ano), NEET UG (medicina, uma vez por ano, hoje o único critério de admissão em todo o país) e CUET UG (graduação geral, uma vez por ano, já substituindo a nota do 12º ano em cerca de 48 universidades centrais).
As universidades públicas da Indonésia dividem o ingresso em três vias — SNBP por mérito escolar (cota mínima de 20%), SNBT pelo teste UTBK (cota mínima de 30-40%) e Jalur Mandiri conduzida por cada universidade (até 30-50%).
O ENEM do Brasil (aplicado uma vez por ano pelo Inep) alimenta o Sisu para vagas em universidades públicas sob a Lei de Cotas, enquanto universidades estaduais como USP e Unicamp mantêm seu próprio vestibular.
Nenhum dos sete países faz do mesmo jeito — a diferença está em quantas vezes por ano, quem organiza, e o quanto só a nota decide.
Fontes e datas
- moe.gov.cn/t20250219_1179639.html ↗
- moe.gov.cn/t20220130_596951.html ↗
- moe.gov.cn/t20210916_563569.html ↗
As datas seguem fusos locais, calendários e comunicados oficiais. Consulte a fonte quando a data for estimada ou variar por região.
