Índia: existe Tanabata e Qixi?
Não se celebra aqui
A lista de feriados nacionais da Índia para 2026 tem dezessete entradas: Dia da República, Holi, Id-ul-Fitr, Ram Navami, Mahavir Jayanti, Sexta-feira Santa, Buddha Purnima, Id-ul-Zuha, Muharram, Dia da Independência, Milad-un-Nabi, Janmashtami, aniversário de Gandhi, Dussehra, Diwali, aniversário de Guru Nanak e Natal. O Qixi não está nela - mas o interessante não é a ausência, e sim o motivo dela. Holi, Ram Navami, Janmashtami, Dussehra e Diwali mudam de data a cada ano porque seguem a contagem lunissolar da própria Índia, e as quatro entradas islâmicas mudam pelo calendário hégira. O sistema indiano lida muito bem com datas lunares móveis; ele apenas roda outros calendários. O calendário lunissolar chinês em que o Qixi se apoia não opera ali, de modo que o sétimo dia do sétimo mês aponta para outro mês, sob outra aritmética.
O que é este tema?
Uma só lenda, a da tecelã e do boiadeiro, uma só data no sétimo dia do sétimo mês lunissolar — e três sociedades que fizeram dela três festas diferentes. Taiwan a mantém na data lunar e empilha duas coisas no mesmo dia: uma noite de namorados e um rito de maioridade em Tainan. A China a registrou como patrimônio imaterial nacional, mas não a colocou nem na lista dos dias que a norma nomeia justamente para dizer que não dão folga. O Japão a moveu para 7 de julho quando o país trocou de calendário em 1873, enquanto Sendai a empurrou um mês adiante, para 6 a 8 de agosto. Esta página compara onde a data se encaixa nas regras, quem folga e que parte da história sobrou em cada lugar.
Fontes e datas
As datas seguem fusos locais, calendários e comunicados oficiais. Consulte a fonte quando a data for estimada ou variar por região.